| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Passeri |
| Parvordem: | Passerida |
| Família: | Fringillidae |
| Leach, 1820 | |
| Subfamília: | Carduelinae |
| Vigors, 1825 | |
| Espécie: | S. magellanicus |
O pintassilgo é uma ave passeriforme da família Fringillidae.
É conhecido também como pintassilgo-mineiro, pintassilgo-de-cabeça-preta e pintassilva. O pintassilgo não pode ser confundido com o pintagol, que é uma ave híbrida mistura de canário com pintassilgo.
Seu nome científico significa: do (grego) spinos = ave mencionada por Aristófanes, Dionísio, Hesíquio, e outros escritores antigos, mas não identificada; e de magellanica = referente ao estreito de Magalhães na Patagônia. ⇒ Pássaro do estreito de Magalhães.
Mede 11 centímetros de comprimento.
Esta pequena ave granívora é uma ave bastante conhecida, já que se trata de uma espécie de relativamente fácil identificação. A sua máscara preta, presente apenas nos machos, bem como as manchas amarelas nas asas, fazem do pintassilgo uma ave bastante colorida e com um padrão facilmente reconhecível, mesmo em voo. As fêmeas têm a cabeça e lado superior oliváceos. Os jovens machos com poucos meses já apresentam pintas pretas na cabeça. Durante a primavera, pode ser observado cantando no alto de árvores, antenas, postes e telhados. No inverno agrega-se frequentemente em bandos de dimensões consideráveis, que podem juntar centenas de aves. Além de seu canto característico, pousado ou em voo, imita o canto de outras aves.
Tem um gorjear fino bastante variado, em andamento rapidíssimo; estrofes longas intercalando imitações de outras aves. Canta também em voo.
12 subespécies são atualmente reconhecidas, sendo que algumas são bastante semelhantes entre si, dificultando o reconhecimento no campo.
Alimenta-se de sementes, principalmente sementes de flores e pequenos frutos secos, de revestimento duro.
Nidifica tanto nas copas das araucárias mais altas como em cafeeiros. A fêmea constrói o ninho em forma de pequena tigela, com raízes finas, sem revestimento ou forrado de penas e crinas, na forquilha de árvores ou de arbustos, a pouca altura do solo (3 a 4 metros). Os ovos são brancos, com pouco azul-celeste, às vezes com algumas pintas pardas e medem cerca de 16 por 12 milímetros. A incubação também é tarefa da fêmea, podendo o macho alimentá-la durante este período. Cada ninhada geralmente tem entre 3 e 5 ovos, tendo de 2 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias e atingem a maturidade sexual aos 10 meses.
Vive em mata secundária aberta, árvores em plantações e quintais, pinhais e cerrados. Essa ave canora tornou-se um pássaro raro, devido principalmente à intensa perseguição do comércio clandestino de aves silvestres.
Ocorre em praticamente em todo o Brasil, com exceção da Região Amazônica e Nordeste.